terça-feira, 12 de abril de 2011

João Lins Caldas (1888/1967)

“Pago todos os dias com os meus olhos / O belo espetáculo que o céu me dá. / Pago todos os dias e nunca me canso de / Olhar as estrelas.”
João Lins Caldas  (Manuscritos)
Organizadora deste link: Cássia de Fátima Matos dos Santos (UERN/NCCEN)

O poeta

João Lins Caldas nasceu na cidade de Goianinha, interior do estado do Rio Grande do Norte, no dia 1º de agosto de 1888, filho de João Lins Caldas e Josefa Leopoldina Lins Caldas. Cedo migrou, junto com os pais, para a cidade de Assú-RN, onde passou a infância e a adolescência. Os registros em seus poemas comprovam sua passagem pelas comunidades de Linda Flôr, Olho d´Água (pertencentes ao município de Assú) e Sacramento, atual cidade de Ipanguaçu-RN.
João Lins teve um único irmão, José Lins Caldas, nascido a 27 de dezembro de 1889, em Canguaretama-RN e falecido em 1933, em Natal-RN, com o qual tinha uma forte relação de afeto, a deduzir dos poemas que lhe dedicou. Os escritos para os pais também revelam os mais nobres sentimentos a eles dedicados.
Em 1912, o poeta potiguar migra para o Rio de Janeiro e lá conhece homens ilustres do cenário das letras da época. Um deles foi José Geraldo Vieira, romancista e médico, com quem travou uma forte relação de amizade, fato comprovado por depoimentos de ambos. Entre 1927 e 1930 viveu em Bauru, São Paulo, trabalhando nos escritórios da estrada de ferro Noroeste do Brasil. Retorna ao Rio em 1930, lá permanecendo até 1933, quando volta para Natal a fim de apoiar a família do irmão, pois este morrera precocemente. Depois de um tempo, o poeta segue para viver em Assú.
Em 1958, passados 19 anos ausente da capital do Estado, João Lins Caldas  visita Natal, sendo recebido por Câmara Cascudo e homenageado pelos poetas novos, dentre eles Celso da Silveira, Mirian Coeli, Zila Mamede, Newton Navarro, Dorian Gray, Luís Rabelo, Veríssimo de Melo, Moacyr de Góis e outros.  A homenagem é oferecida pelo prefeito da cidade, Djalma Maranhão, nos jardins do Teatro Alberto Maranhão.
Na cidade de Assú, morava em uma casa simples situada à rua Ulisses Caldas. Adquiriu nas redondezas um sítio ao qual nomeia Frutilândia (conferir “Memórias”). Ali cultivava muitas plantas frutíferas e encontrava nesse espaço inspiração para bucólicos e líricos poemas. No dia 18 de maio de 1967, com quase 80 anos, o poeta é encontrado morto em sua residência, vítima de acidente vascular cerebral – hipertensão arterial.
A Fundação José Augusto publicou a antologia Poética (1975), reunindo poemas esparsos do autor. Os seus textos inéditos estão sob a responsabilidade do Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte.

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