Henrique Castriciano (1874 – 1947)
HENRIQUE CASTRICIANO DE SOUZA, o “príncipe dos poetas potiguares”, como costumavam chamá-lo, nasceu no dia 15 do mês de março, 1874, sendo fruto da união entre Eloy Castriciano de Souza e Henriqueta Leopoldina Rodriguez de Souza.
Filho originário da cidade de Macaíba/RN, logo muito cedo, aos cinco anos de idade, veria-se obrigado a abandonar sua terra natal devido à morte de sua mãe, vítima da tuberculose pulmonar, mesma moléstia que mais tarde, em 1881, levaria seu pai ao falecimento. Passou então a morar no Recife, onde viveu sua infância sob os cuidados da avó materna, Silvina Maria Rodriguez.
Devido à sua vocação para as letras e gosto pelo estudo, e também ao seu estado de saúde sempre enfermiço, Henrique Castriciano perambula por várias regiões do país, ora em busca da melhora de sua tuberculose, ora em busca de maior formação acadêmica e intelectual. De Macaíba ao Rio de Janeiro, onde se formou pela Faculdade de Direito, passando por Angicos, Serra do Martins, Tibau, Fortaleza e Natal, H. Castriciano viveu e vivenciou as várias experiências que o tornaram o intelectual que:
[...] fala e vive suavemente, inimigo das exteriorizações e dos alardes de glória. Para os jornais, é o Príncipe, o árbitro seguro, a decisão pronta e límpida de uma inteligência sólida. (Albuquerque, 2004, p. 9)
Além de poeta e prosador, onde se destaca por fundar e ser o primeiro presidente da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, foi hábil educador, criando a Liga de Ensino do RN e a Escola Doméstica de Natal, e político por “contágio” por parte do irmão Eloy de Souza, como afirma Câmara Cascudo em seu livro-biografia Nosso amigo Castriciano. O “Filósofo” Henrique, como também era referido, foi sempre versátil em suas atividades enquanto fomentador da cultura potiguar.
Quanto à sua participação na política, no período de 1900 a 1924 foi Secretário do Governo (durante a gestão de Alberto Maranhão como Governador), Procurador Geral do estado (1908), Deputado Constituinte e Presidente da Assembléia (1915), e ainda Vice-Governador nos governos de Ferreira Chaves e Antônio José de Melo e Souza.
Além de publicar vários livros em verso e prosa, foi também colaborador de vários jornais e revistas, como A República e A Tribuna, onde ficou expressa grande parte de sua produção artística.
Obras:
Poesia: Iriações (1892); Ruínas (1899); Mãe (1899); Vibrações (1903); Redenção de Satã (1931)
Romance: Os mortos (1920); O tísico (1931)
Teatro: Suprema dor (1899); O enjeitado (1900); A promessa (1907)
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